Ninguém sabe mais do que a mamãe, não é? Mas será que ela sabe quais são as suas roupas de baixo? A Jockey International sabe. Ou será que sabe o número de cubos de gelo que você coloca no copo? A Coca-Cola sabe. Ou que biscoito você come primeiro, os quebrados ou os inteiros? Tente perguntar para a Frito-Lay. As grandes empresas sabem os onde, como e quando no que se refere às necessidades, desejos e demandas de seus consumidores. Descobrem coisas sobre nós que nem nós mesmos sabemos. Para os profissionais de marketing, isso não é busca trivial; saber tudo sobre as necessidades do cliente é a pedra fundamental do marketing eficaz. A maioria das companhias faz pesquisas detalhadas sobre nós e junta pilhas de fatos.
A Coca-Cola sabe que colocamos 3,2 cubos de gelo no copo, vemos 69 dos seus comerciais por ano, e preferimos as latas bem geladas que pulam nas máquinas a 5ºC. Um milhão de pessoas bebe Coca-Cola no café da manhã diariamente. Todo dia há pilhas de novos materiais pesquisados, detalhando nossos hábitos e preferências de compra. Você sabia que 38 por cento dos americanos preferem tirar um dente a levar o seu carro para o conserto? Cada cidadão dos Estados Unidos gasta 20 dólares por ano com flores; Arkansas é o estado Americano que menos consome manteiga de amendoim; 51 por cento dos homens vestem primeiro a perna esquerda da calça, enquanto 65 por cento das mulheres começam com a direita; se você mandar marido e mulher comprarem cerveja separados, há 90 por cento de chance de a marca escolhida ser diferente.
Nada sobre o nosso comportamento é sagrado. A Procter & Gamble fez um estudo para saber se a maioria das pessoas dobrava ou amassava o papel higiênico. outro estudo mostrou que 68 por cento dos consumidores preferem que o papel higiênico se desenrole por cima do rolo que por baixo. Os laboratórios Abbott descobriram que uma dentre quatro pessoas tem caspa, e a Kimberly Clarck – que produz o papel Kleenex – calculou que, em média, uma pessoa assoa o nariz 256 vezes por ano.
Não que seja fácil calcular os hábitos dos norte-americanos. Há uns anos, a Sopa Campbell desistiu de tentar saber a opinião dos americanos sobre o tamanho ideal das almôndegas depois de uma série de testes que concluíram que eles preferiam uma almôndega tão grande que não caberia na lata.
A Hoover fez uma pesquisa com aspiradores de pó domésticos: prendeu timers e outros equipamentos neles e concluiu que gastamos 35 minutos por semana aspirando a casa, sugamos cerca de 4 quilos de poeira por ano e usamos seis sacos para fazer esse trabalho. Os bancos sabem que os americanos preenchem cerca de 24 cheques por mês, e as empresas farmacêuticas sabem que a população dos Estados Unidos toma anualmente 52 milhões de aspirinas e 30 milhões de pílulas para dormir. Na verdade, quase tudo o que engolimos é observado de perto por alguém. Todo anos o americano consome 156 hambúrgueres, 95 cachorros-quentes, 283 ovos, dois quilos e meio de iogurte, quatro quilos e meio de cereais, um quilo de manteiga de amendoim e 46 sacos de pipoca. Passa 90 minutos por dia preparando sua comida e 40 minutos comendo. E gasta anualmente 650 milhões de dólares cm antiácidos para ajudar a digestão dessa comida.
Porém, quem faz as pesquisas mais detalhadas são os fabricantes de pasta de dente. Entre outras coisas, eles saber que a cor favorita da nossa escova é azul e que apenas 37 por cento das pessoas usam uma escova por mais de seis meses. Cerca de 47 por cento molham a escola antes de colocas pasta, 15 por cento molham depois de pôr a pasta, 25 por cento molham antes e depois, e 14 por cento usam a escova seca.
Assim, a maioria das companhias voltadas para marketing tem respostas para todos os quê, onde quando e como da demanda dos consumidores. Fatos triviais são coletados rapidamente e fornecem um importante subsídio para o planejamento e estratégias de marketing. No entanto, para influenciar a demanda, os profissionais de marketing precisam responder a mais uma pergunta: o quê e onde da demanda precisam saber por que desejamos as coisas que compramos. E essa é uma pergunta muito mais difícil de ser respondida.
Fontes: Aula de mercadologia, onde recebi esse texto, que tem como fonte o: John Koten, “You aren’t paranoid if you feel someone eyes you constantly”, Wall Street Journal, 29 de março de 1985 e “Offbeat Marketing”, Sales e Marketing Management, janeiro de 1990.
terça-feira, 22 de julho de 2008
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Um comentário:
Elvira, fiquei sabendo do lançamento do seu blog na livraria saraiva. Infelismente não vou poder comparecerm, mas quero te parabenizar pela idéia. Olha, essa moda vai pegar. É uma forma de valorizar a cultura dos blogs. Muito interessante, mesmo! Adorei!
Mande-me noticias sobre esse lançamento. Meu blog é: BOSTAMCITY.BLOGSPOT.COM
Mil beijos!
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