terça-feira, 22 de julho de 2008

Compreendendo as necessidades e os desejos do consumidor

Ninguém sabe mais do que a mamãe, não é? Mas será que ela sabe quais são as suas roupas de baixo? A Jockey International sabe. Ou será que sabe o número de cubos de gelo que você coloca no copo? A Coca-Cola sabe. Ou que biscoito você come primeiro, os quebrados ou os inteiros? Tente perguntar para a Frito-Lay. As grandes empresas sabem os onde, como e quando no que se refere às necessidades, desejos e demandas de seus consumidores. Descobrem coisas sobre nós que nem nós mesmos sabemos. Para os profissionais de marketing, isso não é busca trivial; saber tudo sobre as necessidades do cliente é a pedra fundamental do marketing eficaz. A maioria das companhias faz pesquisas detalhadas sobre nós e junta pilhas de fatos.

A Coca-Cola sabe que colocamos 3,2 cubos de gelo no copo, vemos 69 dos seus comerciais por ano, e preferimos as latas bem geladas que pulam nas máquinas a 5ºC. Um milhão de pessoas bebe Coca-Cola no café da manhã diariamente. Todo dia há pilhas de novos materiais pesquisados, detalhando nossos hábitos e preferências de compra. Você sabia que 38 por cento dos americanos preferem tirar um dente a levar o seu carro para o conserto? Cada cidadão dos Estados Unidos gasta 20 dólares por ano com flores; Arkansas é o estado Americano que menos consome manteiga de amendoim; 51 por cento dos homens vestem primeiro a perna esquerda da calça, enquanto 65 por cento das mulheres começam com a direita; se você mandar marido e mulher comprarem cerveja separados, há 90 por cento de chance de a marca escolhida ser diferente.

Nada sobre o nosso comportamento é sagrado. A Procter & Gamble fez um estudo para saber se a maioria das pessoas dobrava ou amassava o papel higiênico. outro estudo mostrou que 68 por cento dos consumidores preferem que o papel higiênico se desenrole por cima do rolo que por baixo. Os laboratórios Abbott descobriram que uma dentre quatro pessoas tem caspa, e a Kimberly Clarck – que produz o papel Kleenex – calculou que, em média, uma pessoa assoa o nariz 256 vezes por ano.

Não que seja fácil calcular os hábitos dos norte-americanos. Há uns anos, a Sopa Campbell desistiu de tentar saber a opinião dos americanos sobre o tamanho ideal das almôndegas depois de uma série de testes que concluíram que eles preferiam uma almôndega tão grande que não caberia na lata.

A Hoover fez uma pesquisa com aspiradores de pó domésticos: prendeu timers e outros equipamentos neles e concluiu que gastamos 35 minutos por semana aspirando a casa, sugamos cerca de 4 quilos de poeira por ano e usamos seis sacos para fazer esse trabalho. Os bancos sabem que os americanos preenchem cerca de 24 cheques por mês, e as empresas farmacêuticas sabem que a população dos Estados Unidos toma anualmente 52 milhões de aspirinas e 30 milhões de pílulas para dormir. Na verdade, quase tudo o que engolimos é observado de perto por alguém. Todo anos o americano consome 156 hambúrgueres, 95 cachorros-quentes, 283 ovos, dois quilos e meio de iogurte, quatro quilos e meio de cereais, um quilo de manteiga de amendoim e 46 sacos de pipoca. Passa 90 minutos por dia preparando sua comida e 40 minutos comendo. E gasta anualmente 650 milhões de dólares cm antiácidos para ajudar a digestão dessa comida.

Porém, quem faz as pesquisas mais detalhadas são os fabricantes de pasta de dente. Entre outras coisas, eles saber que a cor favorita da nossa escova é azul e que apenas 37 por cento das pessoas usam uma escova por mais de seis meses. Cerca de 47 por cento molham a escola antes de colocas pasta, 15 por cento molham depois de pôr a pasta, 25 por cento molham antes e depois, e 14 por cento usam a escova seca.

Assim, a maioria das companhias voltadas para marketing tem respostas para todos os quê, onde quando e como da demanda dos consumidores. Fatos triviais são coletados rapidamente e fornecem um importante subsídio para o planejamento e estratégias de marketing. No entanto, para influenciar a demanda, os profissionais de marketing precisam responder a mais uma pergunta: o quê e onde da demanda precisam saber por que desejamos as coisas que compramos. E essa é uma pergunta muito mais difícil de ser respondida.

Fontes: Aula de mercadologia, onde recebi esse texto, que tem como fonte o: John Koten, “You aren’t paranoid if you feel someone eyes you constantly”, Wall Street Journal, 29 de março de 1985 e “Offbeat Marketing”, Sales e Marketing Management, janeiro de 1990.

Um comentário:

jorginho da hora disse...

Elvira, fiquei sabendo do lançamento do seu blog na livraria saraiva. Infelismente não vou poder comparecerm, mas quero te parabenizar pela idéia. Olha, essa moda vai pegar. É uma forma de valorizar a cultura dos blogs. Muito interessante, mesmo! Adorei!
Mande-me noticias sobre esse lançamento. Meu blog é: BOSTAMCITY.BLOGSPOT.COM

Mil beijos!