Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade,
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amor mais do que pude.
*Vinicius de Moraes
Ele nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1913, e faleceu na mesma cidade, em 9 de julho de 1980. Poeta, compositor, cronista, ficcionista, dramaturgo, crítico de cinema e tradutor. Obra poética: O caminho para a distância (1933), Ariana, a mulher (1936), Forma e exegese (1936), Novos poemas (1938), Cinco elegias (1943), Poemas, Sonetos e Baladas (1946), Antologia poética (1954), Livro de sonetos (1957), Novos poemas (1959), Obra poética (1968), O falso mendigo, poemas de Vinicius de Moraes (1978), Vinicius de Moraes: poemas de muito amor (1982) e Poesia completa e prosa (1998).
domingo, 5 de abril de 2009
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